Era uma vez…

A mostra Saúde é Meu Lugar foi idealizada ao longo de vários meses dentro de um projeto de nome enorme e bem diferente – Qualidade na assistência à saúde, com inclusão: em busca de um agir comunicativo para a melhoria da gestão – que vem de uma parceria entre a Rede Brasileira de Escolas de Saúde Pública (RedEscola), a Secretaria de Assistência à Saúde (SAS) do Ministério da Saúde e a Escola Nacional de Saúde Pública Sergio Arouca (ENSP) da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). O principal objetivo desse projeto é elaborar estratégias que ajudem a formar uma cultura de qualidade na formação para a Atenção Básica, por meio de ações educativas nas instituições de ensino que formam para o SUS e integrando Educação, Comunicação e Gestão.

Caco Xavier, coordenador do projeto, facilitando a oficina

Desde que foi escrito e aprovado, ele já trazia o compromisso de realizar mostras sociotécnicas em diferentes estados, em instituições que compõem a RedEscola. Entre esse nome meio genérico e o que chegamos a construir, houve muita reflexão. A mostra começou a ganhar corpo em meados do ano passado, durante uma oficina superaberta que incluiu representantes da Rede, pesquisadores da Educação e da Atenção Básica e pessoas interessadas em geral. Sempre tendo em mente o quanto a realização de mostras de experiências podem colaborar para melhorar a formação, o grupo começou a pensar qual seria a melhor maneira de montar essas mostras, lembrando os quatro conceitos-chave do projeto: qualidade, inclusão, agir comunicativo e gestão.

Uma grande inspiração

Uma das maiores contribuições dessa oficina foi a lembrança da 4ª Mostra de Atenção Básica realizada dois anos antes, porque ela teve em sua estrutura e organização vários pontos interessantes e que pareciam se ajustar perfeitamente à nossa proposta: a inscrição de experiências foi feita em uma plataforma interativa na internet e os relatos ficaram disponíveis para discussão virtual antes da Mostra. Isso significava que o compartilhamento de histórias serviu como pontapé para discutir e aperfeiçoar as práticas desde o momento em que ficaram disponíveis online.

A partir dessa ideia, começou a ser pensado um espaço virtual semelhante em que profissionais da saúde pudessem apresentar o que quisessem e no formato que preferissem – imagens, vídeos, textos, áudios. As histórias ficariam totalmente disponíveis para interação nessa primeira mostra (virtual), ao mesmo tempo em que um corpo de curadores daria organicidade aos relatos que comporiam as mostras regionais (físicas). E, ainda nessa oficina, já ficou claro que as mostras regionais não deveriam marcar o fim do processo: a plataforma poderia continuar indefinidamente no ar, numa grande mostra permanente.

Depois da oficina, a equipe do Saúde É Meu Lugar – Mostra de Vivências nos Territórios (que ainda não sonhava em ter esse nome) começou a correr atrás de quem tinha idealizado e organizado a 4ª Mostra, para conhecer melhor a experiência e ver o que se poderia aprender com ela. Foi a partir dessas conversas que se chegou à conclusão de qual seria o melhor tipo de plataforma para receber as histórias, como a curadoria poderia atuar e como a mostra online poderia vir a funcionar.

Foi mais ou menos assim que saímos do papel e começamos a caminhar em direção ao que nos tornamos. Qual era o próximo passo? Dar uma cara para essa ideia! Vamos falar sobre isso na próxima postagem.

Até lá!

  • Fábio Sousa

    Muito,feliz de ter participado desses dois maravilhosos trabalhos.4 amostra da saúde e também da 1 amostra do saúde é o meu lugar.

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