Deu certo! BH foi demais :)

Bom mesmo é quando a gente passa meses preparando um evento, viaja com aquele friozinho na barriga e, quando termina, vê que o negócio superou t-o-d-a-s as nossas expectativas. A mostra em BH foi linda!

Encontro das equipes Saúde É Meu Lugar e ESP-MG

[Se você não leu a última postagem, a gente te atualiza: entre os dias 22 e 23 de junho, estivemos na Escola de Saúde Pública de Minas Gerais (ESP-MG), em Belo Horizonte, para Edição Sudeste da Saúde É Meu Lugar 😀 A mostra aconteceu junto com o seminário regional da RedEscola e com atividades que marcam o aniversário de 71 anos da ESP]

O público ficou satisfeito pra caramba, a integração entre a Mostra Saúde É Meu Lugar e o seminário regional da RedEscola deu supercerto, várias pessoas quiseram contar suas histórias pro projeto e tivemos debates bem importantes com gente que tinha muito o que dizer. Ah, e ainda fomos muitíssimos bem recebidos pela cidade, viu?

Precisamos deixar a modéstia de lado e reconhecer que a nossa equipe mandou muito bem na organização, no apoio ao público, na idealização dos brindes (sucesso absoluto) e na transformação dos relatos virtuais em uma exposição física que encheu os olhos de todo mundo.

Mas a receita pro triunfo não veio só da gente, não: o espaço disponibilizado pela ESP casou bem com a nossa proposta, as pessoas convidadas para as rodas de discussão conduziram muito bem os temas… E teve o grande destaque, aquilo que deu liga aos debates e levou as questões dos territórios pra dentro da discussão sobre formação e qualidade: nossos narradores convidados. Eles fizeram todo mundo refletir, rir e chorar (literalmente, rs), e foi tão, tão intenso que não vai dar pra falar de todos eles aqui – depois vamos publicar um texto sobre a história pessoal de cada um.  

Nossos narradores na abertura do evento

O que já dá pra adiantar: cada narrador atuou como disparador nas rodas de discussão, e isso foi ótimo porque os temas dessas rodas (Sentidos e significados sobre o SUS, Integração ensino-serviço, Sentidos e significados sobre a Educação Permanente em Saúde e Formação em rede) foram todos desenvolvidos a partir daquilo que é realmente vivido no dia a dia da saúde, da Atenção Básica.

Foi uma jogada MUITO acertada. Tanto que a ideia inicial era que os narradores fizessem uma pequena apresentação e se retirassem, mas a participação deles foi tão importante que eles acabaram sendo convidados a compor as mesas. Um ponto em comum em todas as falas foi a percepção de que o trabalho deles é pouco reconhecido pelas equipes de Saúde da Família, de modo geral, e isso dá muito o que pensar…

Para além das suas histórias e das rodas, outro momento importante foi uma mesa que discutiu Formação em saúde pública e constituição de redes. Ela contou com a participação de Ena Galvão (ETSUS Brasília), Andrey Mozzer (SES/ES), Maria Auxiliadora Córdova Christófaro (Professora adjunta aposentada da UFMG), Antônio Carlos Machado (Cefor/ SP) e Marise Ramos (EPSJV/ Fiocruz).

Um ponto importante desse debate foi o papel e o lugar das Escolas Técnicas do SUS. Por um lado, Ena Galvão fez uma crítica à união entre essas escolas e as de pós-graduação, o que vêm acontecendo em alguns estados, e afirmou que isso tem retirado o espaço das escolas técnicas. Para Ena, é importante trabalhar uma formação em que os dois âmbitos dialoguem, mas eles têm especificidades – inclusive legislações e exigências do MEC diferentes – que exigem instituições também diferentes… Por outro lado, Andrey Mozzer defendeu a criação de uma Escola de Saúde Pública (com formação técnica e pós-graduação) em seu estado.

Outra questão interessante foi trazida por Marise Ramos: ela mostrou que as pesquisas realizadas com ACS indicam que, apesar do vasto conhecimento desses profissionais, isso muitas vezes não é reconhecido por eles como conhecimento. Isso acaba sinalizando para as Escolas que elas devem buscar maneiras de aproximar o conhecimento vindo dos serviços e a educação formal.

Tatiana Wargas – que é pesquisadora na Escola Nacional de Saúde Pública (ENSP/Fiocruz) e faz parte do grupo de condução da RedEscola – disse que essa programação mais ‘formal’ do evento foi muito potencializada pelas histórias da Mostra e pela plateia. “À medida que o debate ia se desenrolando, a plateia colocava na roda questões que incomodam hoje. Ficou claro como o serviço precisa cada vez mais entrar nas conversas, fazer parte das discussões. As escolas não podem ser um lugar só para receber estudantes para a formação, sem  combinar com o serviço qual é a formação necessária e de que projeto se está falando”, disse ela.

Enfim, deu tudo maravilhosamente certo e a Edição Sudeste só deixou a gente com mais certeza de que nosso projeto faz a diferença. A próxima edição vai ser na região Sul, no segundo semestre. Quem vem?

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