Chegamos com tudo!

Começamos bem em Curitiba: a Escola de Saúde Pública do Paraná ficou super lotada para a abertura da nossa Edição Sul, que começou hoje à tarde e vai se estender amanhã. O mais legal era a diversidade do público: tinha pessoal da enfermagem, da área administrativa, da saúde indígena, da educação popular em saúde, agentes comunitários… O Caco Xavier, coordenador do Saúde É Meu Lugar, falou justamente disso na abertura do encontro: “O ambiente que temos aqui, com pessoas de várias áreas, é tudo o que esperamos quando começamos a fazer um projeto como esse”.

A equipe da Escola fez um trabalho maravilhoso, não só na parceria com a nossa equipe para organizar o evento todo, mas também na divulgação do projeto – foi impressionante a quantidade de relatos da região Sul que recebemos nas últimas semanas. A diretora, Ana Fonseca, falou um pouco com a gente sobre essa mobilização e contou que, para recolher histórias de todo canto, a Escola montou uma rede de contatos que funcionou muito bem. “Usamos várias estratégias ao mesmo tempo: colocamos a mostra na pauta da reunião de gestores das regionais de saúde e também na reunião da CIB [a Comissão Intergestores Bipartite, que envolve representantes das secretarias estadual e municipais de saúde]. Ao mesmo tempo, na escola, divulgamos para o nosso próprio pessoal, que ajudou demais a multiplicar a ideia. Publicamos nas nossas redes sociais pessoais, mandamos e-mails e telefonamos para parceiros nos municípios vizinhos, falamos com ex-alunos de vários cursos, enfim, foi realmente um trabalho bem intenso”, disse ela.

Nesse primeiro dia, a mostra contou com a presença do secretário estadual de saúde, Michele Caputo Neto, que elogiou a mostra: “Estive olhando a exposição com relatos de todo o país, são experiências que vão se multiplicando. O Brasil inteiro tem coisas muito boas acontecendo, e esse processo nos fortalece”.

Também apresentamos rapidamente nossos narradores convidados: Daiane Teodoro (MT), Carisane Pinheiro (RS), Giovani Athayde (RS) e Cláudia Carollo (MS). Eles já ganharam presentinhos e amanhã vamos conhecê-los melhor 🙂

Tudo junto

É muita coisa legal pra ver em poucos dias! Por isso, a organização da mostra dividiu as atividades da programação, e  algumas delas aconteceram ao mesmo tempo. Felizmente, nossa equipe pode se dividir em mil pedacinhos e contar tudo por aqui <3

Depois de uma abertura rápida, todo mundo ficou emocionado com uma apresentação linda do coral da aldeia indígena Araçaí, do município de Piraquara, que fica perto de Curitiba. Cerca de dez crianças cantaram e tocaram instrumentos junto ao cacique, ao professor e à parteira da tribo. Representantes da equipe que trabalha com o distrito sanitário especial indígena de Curitiba estiveram presentes, contando um pouco sobre as ações realizadas.

Em seguida, um grupo de estudantes de enfermagem mostrou como funciona o projeto que tocam na cidade – o Amigos da Enfermagem, que leva uma mistura de teatro, música e brincadeiras para o meio do hospital e da atenção básica. A coordenadora, Marly Bittencourt, já está na nossa mostra online, viu? Olha aqui  uma das histórias que ela mandou pra gente.

Educação Popular

A primeira roda de conversa da mostra foi sobre Educação Popular e quem falou sobre o tema foi a dona Rosalina Batista, líder comunitária na cidade de Londrina e membro do Conselho Estadual de Saúde do Paraná. Ela contou um pouco da sua trajetória: ex-moradora da zona rural, Rosalina foi para o meio urbano em busca de trabalho e educação para seus filhos no fim dos anos 1980, e se deparou com condições muito ruins de vida na vizinhança. Faltava esgoto, água encanada, a mortalidade materna e infantil eram muito altas… Ela conversou muito com as vizinhas e, da união, surgiu o Clube das Mulheres Batalhadoras, do qual Rosalina se tornou presidenta. Hoje, com 70 anos, ela tem muitas histórias pra contar. Aos poucos, o Clube (que se constituiu como associação) conseguiu pressionar por saneamento básico, formar parcerias com a unidade básica de saúde e realizar uma série de ações de promoção à saúde no bairro – e isso numa época em que não existia Estratégia Saúde da Família  e nem mesmo agentes comunitários por lá.

Duas oficinas interessantes aconteceram ao mesmo tempo. A primeira abordou a relação entre dança e saúde. As participantes dançaram um bocado, é claro, mas não foi só isso: elas também bateram um papo sobre os benefícios dessa atividade com a facilitadora, Angélica Bobato, que é professora de educação física e  faz parte da residência multiprofissional em Saúde da Família no município de Guarapuava. Ela tem trabalhado a dança em uma unidade básica de saúde na cidade e conta que os benefícios são bem visíveis. “É bom para os sistemas respiratório e cardiovascular, fortalece a musculatura e faz muita diferença na saúde mental. Há melhoras em quadros de depressão, ajuda na auto estima e já recebemos relatos de melhora na sexualidade das pessoas. Como o público que participa das nossas atividades tem sido quase sempre feminino, trabalhamos também o empoderamento das mulheres, a violência doméstica, a prevenção do câncer de mama e de útero… Buscamos agregar o máximo conhecimento possível para as participantes”, contou ela.

A outra oficina, sobre saúde bucal, foi conduzida pela Érica Feller, cirurgiã-dentista que atua desde 2014 como coordenadora de saúde bucal na secretaria estadual de saúde do Paraná. “Adoro esse tipo de evento, gosto muito da mistura com outros estados. Quando vejo as experiências das outras pessoas, quero logo conversar e trazer as ideias para cá. Na Saúde Pública, todo mundo tem uma história para contar”, disse ela pra gente.

Amanhã o dia vai ser cheio e já estamos meio elétricos. Nossos narradores convidados estarão em quatro rodas de conversa, vão rolar mais oficinas e vamos dar uma mãozinha pra quem quiser mandar histórias ali, ao vivo e a cores: uma cabine para coleta de relatos vai ficar disponível o dia inteiro (e quem quiser contar alguma coisa ainda ganha brindes \o/)

Até mais!

Site Footer

Sliding Sidebar

Histórico

Últimas do Instagram

Nossos Canais