Mais um jeito de promover saúde entre adolescentes

Quem atua na atenção básica, nos territórios, sabe que é preciso bolar estratégias diferentes pra conseguir chegar em públicos diferentes. E, às vezes, ideias simples fazem toda a diferença. A Cláudia Carollo, uma de nossas narradoras convidadas para a Edição Sul, tinha um problema semelhante ao do Giovani Athayde (se não se lembrar, clica aqui): viu que era difícil fazer adolescentes realmente se interessarem pelo que os profissionais da saúde diziam. “Em geral, adolescentes procuram a unidade de saúde quando estão doentes. Fora isso, dificilmente acontece”, explicou, durante uma roda de conversa sobre promoção da saúde.

A história que ele trouxe pra gente – e pra mostra presencial – foi a do uso de um grupo real e virtual para levar temas da saúde a meninas que tinham entre nove e 15 anos. Ela desenvolveu esse projeto em conjunto com uma equipe de saúde da família e, ao longo de 14 encontros semanais, o grupo abordou temas tão diversos quanto sexualidade, menstruação, distúrbios alimentares, prática de esportes, problemas familiares e vários outros. Os encontros ao vivo eram permeados por muitas conversas por meio da internet, em um grupo fechado. A relação de proximidade entre as meninas e a equipe facilitou a abordagem de assuntos que muitas vezes são considerados tabus. “Acabamos conseguindo fazer diagnósticos que certamente não teríamos feito, caso o grupo não existisse”, disse ela, durante sua apresentação.

Assim como os outros narradores, Cláudia saiu do nosso encontro satisfeita com o aprendizado. “Foi um momento rico demais, eu só fico triste porque o resto da equipe não pôde estar todo aqui. É muito importante essa troca”, disse ela à nossa equipe.

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