Uma tarde cheia e a vontade de ter mais

O segundo dia da nossa Edição Sul foi bem movimentado… Já contamos aqui sobre o papo longo que tivemos sobre a questão da unificação dos ACS e ACS em um só profissional, mas aconteceram vários outros momentos legais.

Durante todo o tempo, duas cabines ficaram disponíveis pro pessoal e fizeram enorme sucesso: na primeira, todo mundo podia tirar fotos divertidas, imprimir na hora e levar pra casa (imagina a farra) e, na segunda, fizemos plantão pra receber histórias ali, na horinha. E, conforme prometemos na véspera, as histórias rendiam brindes lindos. Quanto mais histórias, mais presentes a pessoa ganhava.

As cabines praticamente não pararam vazias. Ou seja: quando a gente conseguir terminar de cadastrar tudo na nossa plataforma, vai ter um monte de história nova na mostra online. Uhu!

A saúde mental também teve destaque e foi tema de uma roda de conversa e uma oficina. A ênfase foi na relação entre saúde mental e Atenção Básica, com discussões sobre o tratamento de doenças psíquicas principalmente no território, e não em hospitais.

Em outra roda, a promoção à saúde foi o tema principal (aliás, uma encenação sobre a prevenção de doenças transmitidas pelo Aedes Egypty garantiu gargalhadas gerais) e, mais uma vez, uma narradora convidada teve seu espaço: Cláudia Carollo, enfermeira de Dourados, no Mato Grosso do Sul, falou sobre sua experiência de promoção da saúde com um grupo de meninas de nove a 15 anos.

Outro tema presente foi o da alimentação. Duas oficinas trataram disso. A primeira era sobre alimentação saudável propriamente: os participantes conversaram bastante sobre isso e ainda aprenderam a preparar deliciosas receitas.

A outra não teve a ver com o preparo da comida na cozinha, mas com o preparo dela na terra: um bate-papo sobre hortas comunitárias deixou todo mundo com vontade de voltar pro seu bairro, procurar um terreninho baldio e chamar os vizinhos pra plantar. É o que faz há mais de quinze anos o Ricardo Leinig, que facilitou a oficina. Ele já plantou regularmente em sete bairros de Curitiba e acabou se engajando em movimentos de agricultura urbana e comunitária. Hoje, ajuda a manter a Horta Comunitária de Calçada Cristo Rei e, junto com os participantes, abriu dois canteirinhos no quintal da Escola de Saúde Pública. A equipe da Escola se empolgou. Será que, nos próximos meses, a horta cresce? Estamos doidos pra ver 🙂

Foram dois dias (e mais as semanas de preparação…) muito intensos e estamos bem esgotados, mas é um cansaço bom demais. O coordenador do Saúde É Meu Lugar, Caco Xavier, disse no encerramento da mostra que tudo o que vimos e vivemos ali – a quantidade enorme de gente, o engajamento da Escola, as histórias circulando, as ideias pipocando, as pessoas felizes – é o que dá sentido ao projeto. E é isso mesmo. Cada mostra presencial deixa a gente na maior emoção e escancara a importância do Saúde É Meu Lugar… Mal podemos esperar pela próxima.

Até mais!

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